Esta é a "Pinta" (Regina), uma das grandes auxiliadoras de minhas mais bizarras memórias. Hoje ela vive em Itapema, Santa Catarina e a gente se vê bem pouco, embora ocasionalmente nos falemos por telefone. Sinto falta dela e do colorido bonito que sua presença colocava em meus dias.
Uma vez precisei ir ao forum de uma cidadezinha próxima da minha e ela me acompanhou. Sentou-se na praça e ficou esperando que eu saísse. Quando saí, ela estava muito vermelha e, sentada ao lado dela, um senhor japonês de uns 50 anos. Somente quando já estávamos na nossa cidade foi que ela me contou. O japonês perguntou se poderia fazer-lhe uma pergunta... Ela achou que ele queria alguma informação, quando então o sr. saiu com essa: - Você é ruiva mesmo? ao que ela respondeu: - Sou sim senhor... O japonês olhou, olhou, olhou e disse: - E "lá embaixo" é ruivo também? Ela perdeu a fala, nem para mandá-lo à merda a voz saiu... O japonês, cansado de esperar pela resposta, sentou-se ao lado dela no banco e ficou alí, esperando pela resposta que não veio....
Esta é a Deise, aquela minha irmã da "familia Jaz"... Figuraça essa minha irmã, com ela não tem tempo quente... Até na tristeza ela é engraçada... Uma vez, num carnaval, quando tinhamos uns 13, 14 anos, ela ganhou uma calça nova, aquelas tipo "rancheira" (pobre conhece bem esse tipo de calça) e resolvemos sair, com alguns primos, para dar uma volta no centro da cidade. Estava tendo matinê e as ruas estavam bem agitadas... E lá ia ela com sua "carça nova", quando atiraram um bico de chupeta cheio de água, que acabou estourando na perna da calça dela... Começou a descer uma água avermelhada (a tinta da calça), que tingiu todo o pé dela e, como se não bastasse, onde a calça molhou, quando começou a secar, encolheu... E ela na rua, resmungando: "minha carça nova", "minha carça nova" "estragaram minha carça nova"... foi só risada.
Esta é a Bel, de Sanibel... Tá meio incognita, mas eu não sei se ela gostaria de ser mostrada mesmo.... Foi uma grande amiga e tivemos belissimas e bizarras memórias. Ela hoje vive em Campinas e há muito tempo que não nos vemos nem nos falamos... Hoje eu acredito que algo se quebrou sem que eu, na época percebesse, mas, por mais que eu tente, não consigo atinar com o que foi.... Enfim, de toda forma, eu amo essa pessoinha...
Este é o Marco (não é Marcos porque é um só, embora não pareça rs). Meu irmão é uma das pessoas mais engraçadas que eu conheço... Cheio das piadas, das perguntas impagáveis, cozinha bem pra caramba e já foi tão magro, mas tão magro, que era até meio envergado.... Me lembro quando crianças, sentados à mesa e havia alguma coisa muito gostosa, mas que teríamos que repartir com nossa irmãzinha encrenqueira e mentirosa (a gente não podia falar "não" para ela, porque já corria para dentro gritando por minha mãe e nos acusando de ter dado murros em suas costas). Ele olhava para mim, eu olhava para ele e aí nossos olhares focavam na "pobre" Deise. Então meu irmão dizia - Sandra. Cocô e eu respondia Marco. Merda... E a gente seguia falando só de coisas nojentas, até que ela desistia de comer e a gente repartia o produto de nossa maldade. Grande companheiro... Quando bem pequenos, minha mãe me dava algumas palmadas e eu ia sentar na calçada e ficava por lá um tempão, até que ele vinha, sem falar nada e estendia sua mão para mim.... aí eu sabia que já podia ir para dentro em segurança... Bizarras e lindas memórias...


