Todo mundo tem memórias bizarras...
A gente tem isso desde a primeira infância...
Eu tenho todas as memórias bizarras imagináveis.
Entretanto, para tê-las foi necessário a existência de uma porção de pessoinhas que, se não existissem por obra de Deus, eu, por certo, não teria como inventá-las. Aquelas pessoinhas de forma única, acho que todos sabem do que eu falo...
Enfim, se a minha gaveta de memórias está entupida de memórias malucas, devo isso a essas pessoinhas incríveis, esses meus "presentes de Deus", que acredito que vieram a este mundo unicamente para trazer esse colorido exótico à minha existência.
Então, vai meu "abraço de urso" pra Regina, Marco (não é Marcos porque, segundo ele, é um só), Deise, Bel A., Osmane, Rosi, Tarlão e todos os outros que recordarei no momento oportuno.
AVISO IMPORTANTE: Este blog está protegido pela Lei de Direitos Autorais. A reprodução, no todo ou em parte, do conteúdo aqui postado estará sujeito às penalidades legais. O fundo usado no blog é reprodução de uma tela de Miró - "O Carnaval de Arlequim” (1924-25).
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domingo, 22 de novembro de 2009

DIA DOS NAMORADOS

Olha só, desde menina sempre fiquei muito p. da vida com essa história de "dia dos namorados"... Até porque, por incrivel que pareça, mesmo quando comecei a ter meus namorados, nunca estava namorando quando esse malfadado dia chegava... Assim, néca de presente, né? Quando comecei a trabalhar num hospital aqui na minha cidade, passei a fazer um curso de nutrição e conheci uma menina, que hoje é uma grande amiga. Ela trabalhava na farmácia do hospital e fazia esse curso de nutrição também. Acontecia com ela o mesmo que comigo, nada de namorado no ingrato dia dos namorados... Numa véspera de dia dos namorados, tomando umas cervejas, chegamos à uma conclusão básica: se não tinhamos namorados, uma vez que trabalhávamos e tinhamos nossos salários, nada mais justo que gastarmos conosco nesse dia. Dessa maneira, por uma porção de anos afora, passei a enviar-me flores, que mandava entregar em casa, com cartão e tudo, no dia dos namorados. Depois disso, não tinha mais "dia dos namorados" em branco para mim, eu escolhia vasos lindos ou buquês enormes e coloridos,  mandava um cartão onde comentava, como quem não quer nada, do meu grande amor por mim mesma e bum! Passava o dia dos namorados toda feliz porque lembrei de mim... O único problema é que, por conta disso, acabei afastando alguns garotinhos básicos e  tímidos que poderiam ter feito meu dia dos namorados um pouco mais emocionante (ou não....).  Também tinha aquele lance de esconder dos meus irmão, senão eu ia "pagar o maior sapo" pra todos os nossos amigos, sabe como é, né? Então eu não assinava os cartõezinhos, deixava que pensassem que eu tinha um admirador secreto... Hoje já não faço mais isso, apenas algumas vezes, quando pinta uma "deprê muito braba" ou quando a situação exige, ainda me mando flores e algumas vezes mando até outros presentes (bombons, cestas de café da manhã, livros ou cds que eu quero), mas continuo não assinando os cartõezinhos... Não dizem que vale qualquer coisa para ser feliz? Pois é, se não me trazem a felicidade, eu a providencio. O efeito de receber meus próprios mimos é tão bom quanto ser mimada por outra pessoa, algumas vezes até mais, porque conheço meus gostos como ninguem.... E, afora o fato de estar gastando meu próprio dinheiro, posso asseverar que o efeito é o mesmo que se alguém tivesse me presenteado.