Todo mundo tem memórias bizarras...
A gente tem isso desde a primeira infância...
Eu tenho todas as memórias bizarras imagináveis.
Entretanto, para tê-las foi necessário a existência de uma porção de pessoinhas que, se não existissem por obra de Deus, eu, por certo, não teria como inventá-las. Aquelas pessoinhas de forma única, acho que todos sabem do que eu falo...
Enfim, se a minha gaveta de memórias está entupida de memórias malucas, devo isso a essas pessoinhas incríveis, esses meus "presentes de Deus", que acredito que vieram a este mundo unicamente para trazer esse colorido exótico à minha existência.
Então, vai meu "abraço de urso" pra Regina, Marco (não é Marcos porque, segundo ele, é um só), Deise, Bel A., Osmane, Rosi, Tarlão e todos os outros que recordarei no momento oportuno.
AVISO IMPORTANTE: Este blog está protegido pela Lei de Direitos Autorais. A reprodução, no todo ou em parte, do conteúdo aqui postado estará sujeito às penalidades legais. O fundo usado no blog é reprodução de uma tela de Miró - "O Carnaval de Arlequim” (1924-25).

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O COMANDO E O CINTO DE SEGURANÇA

Essa foi ótima! Tenho um chevetinho bem velhinho (novo não dava pra ser, pararam de fabricar já faz um bom tempo!). Levei minha mãe até a casa da minha irmã, do outro lado da cidade, para fazer uma visitinha. Naquela época, a grana estava bem curta, então, a primeira coisa a atrasar foram os documentos do carro. Tinham promulgado aquela lei sobre o uso do cinto de segurança obrigatório já fazia algum tempo. Embora meu carro tivesse os cintos, eles estavam velhos e soltos porque as molas estavam todas quebradas, mas dava para enganar. Quando voltávamos para casa, era necessário passar por baixo de um pontilhão situado na única via expressa da cidade, que formava um pequeno túnel. Sendo um tantinho estressada, mas com um carrinho velho, como já disse, até que eu não corria muito (o carro não aguentaria, o motor já estava fundindo). Pois bem, quando já estávamos embaixo do pontilhão, sem chance de retornar, percebi o comando policial, logo na saída do túnel e, mais do que depressa falei para minha mãe colocar o cinto e reduzi a velocidade, torcendo para não ser parada porque, se fosse, teriamos que voltar para casa "caminhando e cantando e sem carro". Não fui parada, porém, os policiais do comando, todos eles empunhando fuzis, olhavam estarrecidos para meu carro. Não entendi muito bem aqueles olhares todos, mas fiquei aliviada por não ser parada. Quando estacionei o carro na porta de casa, olhei para minha mãe e só aí descobri o que impressionou os guardas do comando: quando mandei que ela colocasse o cinto, não sabendo lidar com ele da forma adequada, minha mãe, com medo de perguntar como colocava o cinto e eu ficar mais estressada, enrolou o cinto no pescoço, com aquela parte destinada ao encaixe pendurada como se fosse um pingente gigante sobre o queixo. Ela se virou para mim com aquele sorriso inocentão de quem diz "já chegamos", tipo Mister Bean,  e eu nem tive coragem de abrir a boca...

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