Todo mundo tem memórias bizarras...
A gente tem isso desde a primeira infância...
Eu tenho todas as memórias bizarras imagináveis.
Entretanto, para tê-las foi necessário a existência de uma porção de pessoinhas que, se não existissem por obra de Deus, eu, por certo, não teria como inventá-las. Aquelas pessoinhas de forma única, acho que todos sabem do que eu falo...
Enfim, se a minha gaveta de memórias está entupida de memórias malucas, devo isso a essas pessoinhas incríveis, esses meus "presentes de Deus", que acredito que vieram a este mundo unicamente para trazer esse colorido exótico à minha existência.
Então, vai meu "abraço de urso" pra Regina, Marco (não é Marcos porque, segundo ele, é um só), Deise, Bel A., Osmane, Rosi, Tarlão e todos os outros que recordarei no momento oportuno.
AVISO IMPORTANTE: Este blog está protegido pela Lei de Direitos Autorais. A reprodução, no todo ou em parte, do conteúdo aqui postado estará sujeito às penalidades legais. O fundo usado no blog é reprodução de uma tela de Miró - "O Carnaval de Arlequim” (1924-25).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MEU BELO PÉ DE .... MACONHA????!!!!

Logo depois de formada, fiz uma defesa para um menor infrator. E, por conta da defesa acabei conversando muito com ele, dando uma porção de bons conselhos, puxões de orelha, essas coisas todas que um recém formado acaba fazendo. Alguns dias depois de resolver os problemas legais do garoto, ele apareceu em meu escritório com um lindo vasinho, com uma plantinha miudinha, plantada bem no meio do vasinho. Disse que era um presente dele, que não tinha dinheiro para nada valioso, então ele mesmo plantou especialmente para mim. Fiquei toda orgulhosa e resolvi levar a plantinha para meu apartamento, onde eu residia sozinha na época. Cuidei e cuidei e cuidei  da tal plantinha com o maior carinho. Encontrei um espaço iluminado na lavanderia, onde o sol da manhã banhava suas folhas, coloquei fertilizante, deixava a janela aberta para ventilar o local. A tal plantinha cresceu, ficou linda. Toda manhã eu abria a janela e colocava suas ramas para fora, que caiam pela parede do apartemento do segundo andar, quase tocando as janelas do apartamento abaixo do meu. Um belo dia a máquina de lavar quebrou e pedi ao meu filho que fosse até lá pegar a máquina com um amigo dele. Entreguei as chaves e fiquei tranquila.
No final da tarde meu filho apareceu bufando, todo esbaforido. Foi soltando o verbo em cima de mim: eu era maluca!!! Onde eu estava com a cabeça??? Há quanto tempo eu tinha esse vício perigoso??? Fiquei sentada, olhando para ele, sem enteder nada, boiando mesmo... Quando enfim ele calou a boca, perguntei do que ele estava falando... Foi aí que descobri algo estarrecedor: eu cultivava um pé de maconha gigantesco no meu apartamento e não fazia a menor idéia. Digo estarrecedor porque sou uma pessoa muito careta, nunca me envolvi com drogas, com nada ilegal e de repente poderia ter sido presa sem nem saber porque. Hoje, cada vez que me lembro disso dou muita risada e devo confessar que foi com pesar que cortei aquelas folhas lindas, de um verde exuberante, mas... C´est la vie...

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