Quando eu era criança, minha mãe costumava comprar sardinhas frescas. Me lembro bem do vendedor, que vinha de bicicleta, com uma caixa de metal cinza no porta bagagem, gritando "Sardinha hoje, ó o peixinhoooo"...
Então, minha mãe limpava as sardinhas e a sujeirada toda ela enterrava nos fundos do quintal. Naquela época haviam muitos gatos na vizinhança e colocar os restos da sardinha no lixo sempre acabava com lixo espalhado pelo quintal todo. Como o quintal era gramado, havia um espaço beirando a cerquinha de madeira onde fatalmente muito lixo acabava enterrado. Um dia minha mãe chegou e me viu com o balde de roupas cheio de água até a boca, sofrendo porque o balde era quase do meu tamanho (rs rs rs), e jogando a água toda na beira da cerca, exatamente onde acontecia o enterro dos dejetos.
Ao perguntar o que eu estava fazendo, hoje ela conta que eu simplesmente coloquei o balde no chão, pus as mãos na cintura e disse: aguando o pé de sardinha né? Se ninguém aguar ele, como as sardinhas vão nascer? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


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